Existe uma garota, que tem belos olhos da cor de casca de árvore no outono, e os seus cabelos são enrolados coma a cor de um lobo negro. E sua voz assim como a do lobo, as noites podia ser ouvida a cantar ao longe, e como um martelo que esmaga a pedra, e joga os seus pedaços descontrolados pelos lado, o meu peito se abria ao ouvir as notas microtonais que saiam da sua garganta e seguiam cortando o vento até me atingir.
Essa garota além da voz e da aparência que prenderam minha alma, tinha o poder de erguer paredes em pensamentos, e assim fez com os meus. Os deixou com mordaças que sempre que tento fugir elas apertam e surge a minha mente a voz e o sorriso da garota. Malditos sejam os lobos que puseram no mundo a ideia de expressar o sentimento através do som, que assim a menina aprendeu com o mundo a destruir tudo que a escuta, tudo que a toca, tudo que ela toca. Talvez ela se sinta pressionada a encontrar algo que ela não destrua a entrar em contato, talvez as vezes ela chore por prender os pensamentos dos outros, e os dias podem passar sem que ela perceba a quantidade de pessoas que pulam dos prédios em busca de encontrar a garota. E sempre que ela se pergunta o por quê de ser um lobo numa floresta de almas insensíveis o texto muda de novo e já não mais se sente culpada, e já não mais sente nada. Eu só queria me sentir livre para falar com a garota, queria dizer que poderia segura-la quando se sentisse cansada, queria dizer que teria cuidado ao andar durante a noite pela casa para não acorda-la, então você poderia dormir mais uma noite.
Você não me faz sentir especial, você me faz sentir o mundo que ainda que cansado, e ainda que desistente, mesmo com uma ideia deturpada de vida nova e sentimentos cada vez mais abastados dos bons, ainda assim eu quero viver, ainda assim eu quero sentir que poderia perder algo. Essa garota provavelmente estaria lendo esse texto sem saber que é garota, lobo, "microtonal singer", carrasco de mentes, e ainda assim não vai perceber. Ela que tem a melhor voz, que poderia quase que ser visualizada, e da cor dos seus cabelos, negros, só voltam e prendem mais uma vez o ser que está a encarar.
Esse texto é apenas mais um enigma da minha mente ao se expressar para pessoas em momentos que eu não sei mais lidar com elas por estas assustado e depois de ter fugido, então minhas palavras que poderiam ser escritas aleatoriamente e ainda assim terem o meu sentimento interpretado, vão ficando cada vez mais insuficientes para descrever e exprimir tudo o que eu quero sobre "Fenrir". Quem dera ouvir seu canto as noites e com eles eu adormecer, e quando dormente estiver poder transcrever os pensamentos que tentei durante esse confuso enigma de significados.