sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

To tentando voltar a escrever sendo menos melancólico.

"O sol que carrego"
Sem pesos me sinto ileso de tudo que não suporto,
Dando suporte a quem me atura sem precisar,
Precisando de algo pra não me sentir morto,
Ou qualquer coisa que me faça esquecer o ar,
Não me forço a ser legal, pois sempre fui gentil,
Mesmo quando tudo é mal, sozinho, eu olho pra cima e sorrio,
Mas sempre sozinho e atento,
Porque sei que o que importa é o que temos dentro,
E tem pessoas que se forçam mundo a fora a agradar,
Mas eu estou feliz sendo transparente com o sol na minha bolsa,
Que carrega tudo e me agarro mudo a ela,
Por do sol laranja escapa e algumas pessoas pensam ser uma explosão,
Quem sabe talvez seja, porquê nesses versos ponho a verdadeira emoção.

"Sangue que ri"
Rios correm dentro de mim,
Veias com o sangue de quem ri de mim,
Fadado a carregar o sangue ruim,
Mas mesmo assim o atribuo o sangue de mim,
E ainda sim sinto a necessidade de me atribuir seu nome,
E fico sempre nervoso sempre que o vejo no telefone,
E sobre como penso sobre meu exemplo que tive homem,
Que me magoou horrores,
Mas nunca me deixou passar fome,
E se assim for, não sei o quer fazer,
Do meu filho eu quero ter o amor,
Mas quem controla as partes que sentem dor?
E a que se deve o reconhecimento?
A o que se tem dentro ou o que se põe pra dentro?
O que mais pesa, a fome ou o sentimento?
Não tenho nenhuma resposta pra isso,
Por isso vivo numa rotina de dilema do ouriço.