"Sentir alguém"
Bastou ser você,
Eu sem saber o que falar,
Acordei e não pude não falar,
Tinha que te conhecer,
Rir do seu sorriso,
Isso inspirou a escrever,
Zarastruta quando profetizou,
Suou pensando em sua imagem,
O que fez foi rabiscar mensagens,
Um mundo fadado e procurar suas imagens,
Zarsatruta do seculo XXI,
A alma fadada a não ser ninguém,
Dionízio está feliz,
E meu figádo triste,
O mundo precisar se inudar de você,
Li num livro e vi na TV,
Importantes coisas reais,
Verdadeiramente reais e serias,
Eu mesmo assim não paro de ver as imagens,
Isso me lembra tudo que não é mal,
Receio com o medo que tudo seja consumido,
Amanhã espero reesentir isso.
"Visões que não quero"
Cego de visões reais,
Um mundo fadado a ser cheio de vilões,
Minhas mãos remendadas com dores,
Braços estilhaçados por amores que não pude erguer,
Meus olhos cansados e tudo isso rever,
Não aguentaria outra falha minha,
Passando no pássado,
Me encontro sentado ao meu lado,
Falando sobre sucessos,
Conversa rápida e simples,
Dirigindo na cidade minha mente paira,
Parando no tempo,
No dia que fechei os olhos e senti o mundo,
Sendo apenas uma flor na minha frente,
E chorando relembro novamente,
Meu corpo destruído,
Pela minha mente,
Enganado e distorcido,
Pela minha mente,
Sendo enganado continuo vivo,
Pela minha mente.
"Qual deles?"
Medo da madrugada por trazerem o pior de mim,
Fugi em meio as ruas por ter medo do meu eu ruim,
Dividido dei ouvidos,
Abri o portal e o mapa,
Transformei todos os "eu's" em envolvidos,
Me lembro apenas de acordar com uma garrafa quebrada na cama,
Tendo esquecido de quem me ama,
Levanto e me preparo para outro dia real,
Onde novamente peço liberdade de todo esse mal,
Tendo medo de mim mesmo por saber que sou naturalmente mau.
"Assassinato de tempo"
Escrevo meus pensamentos pois são tantos,
Quem dera parar de pensar e poder apreciar,
Sorte que não tenho,
Sinto as patadas dentro do meu crânio,
Sacudo aos lados uma fuga,
E as fotos se misturam com as folhas,
Pisco pra entender essa realidade,
E tudo apaga,
Sem fazer sentido,
Sensitivo pra fenômenos pessoais,
Uma habilidade pra quem não teve pais,
E nunca pode viver sozinho em paz,
Hoje já não é mais capaz,
De amar todos,
Até de quem não lhe deixa para trás.
"Self-hurt"
Funeral interno me sinto de terno,
Estranho em mim mesmo pois uso roupas largas,
Pílulas são apenas para minha pupilas,
Porque os pensamentos sempre voltam,
A dor visita todos que querem paz,
De'javu de tudo de errado,
De todos os momentos que repudio,
Eu me machuco para ficar mais forte,
E prometo pra mim mesmo que tudo vai ficar bem se eu continuar sozinho.
domingo, 23 de dezembro de 2018
sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018
To tentando voltar a escrever sendo menos melancólico.
"O sol que carrego"
Sem pesos me sinto ileso de tudo que não suporto,
Dando suporte a quem me atura sem precisar,
Precisando de algo pra não me sentir morto,
Ou qualquer coisa que me faça esquecer o ar,
Não me forço a ser legal, pois sempre fui gentil,
Mesmo quando tudo é mal, sozinho, eu olho pra cima e sorrio,
Mas sempre sozinho e atento,
Porque sei que o que importa é o que temos dentro,
E tem pessoas que se forçam mundo a fora a agradar,
Mas eu estou feliz sendo transparente com o sol na minha bolsa,
Que carrega tudo e me agarro mudo a ela,
Por do sol laranja escapa e algumas pessoas pensam ser uma explosão,
Quem sabe talvez seja, porquê nesses versos ponho a verdadeira emoção.
"Sangue que ri"
Rios correm dentro de mim,
Veias com o sangue de quem ri de mim,
Fadado a carregar o sangue ruim,
Mas mesmo assim o atribuo o sangue de mim,
E ainda sim sinto a necessidade de me atribuir seu nome,
E fico sempre nervoso sempre que o vejo no telefone,
E sobre como penso sobre meu exemplo que tive homem,
Que me magoou horrores,
Mas nunca me deixou passar fome,
E se assim for, não sei o quer fazer,
Do meu filho eu quero ter o amor,
Mas quem controla as partes que sentem dor?
E a que se deve o reconhecimento?
A o que se tem dentro ou o que se põe pra dentro?
O que mais pesa, a fome ou o sentimento?
Não tenho nenhuma resposta pra isso,
Por isso vivo numa rotina de dilema do ouriço.
Sem pesos me sinto ileso de tudo que não suporto,
Dando suporte a quem me atura sem precisar,
Precisando de algo pra não me sentir morto,
Ou qualquer coisa que me faça esquecer o ar,
Não me forço a ser legal, pois sempre fui gentil,
Mesmo quando tudo é mal, sozinho, eu olho pra cima e sorrio,
Mas sempre sozinho e atento,
Porque sei que o que importa é o que temos dentro,
E tem pessoas que se forçam mundo a fora a agradar,
Mas eu estou feliz sendo transparente com o sol na minha bolsa,
Que carrega tudo e me agarro mudo a ela,
Por do sol laranja escapa e algumas pessoas pensam ser uma explosão,
Quem sabe talvez seja, porquê nesses versos ponho a verdadeira emoção.
"Sangue que ri"
Rios correm dentro de mim,
Veias com o sangue de quem ri de mim,
Fadado a carregar o sangue ruim,
Mas mesmo assim o atribuo o sangue de mim,
E ainda sim sinto a necessidade de me atribuir seu nome,
E fico sempre nervoso sempre que o vejo no telefone,
E sobre como penso sobre meu exemplo que tive homem,
Que me magoou horrores,
Mas nunca me deixou passar fome,
E se assim for, não sei o quer fazer,
Do meu filho eu quero ter o amor,
Mas quem controla as partes que sentem dor?
E a que se deve o reconhecimento?
A o que se tem dentro ou o que se põe pra dentro?
O que mais pesa, a fome ou o sentimento?
Não tenho nenhuma resposta pra isso,
Por isso vivo numa rotina de dilema do ouriço.
segunda-feira, 22 de janeiro de 2018
Tarde de tardes.
"Medo de mim"
Aguardo palavras que sempre disse,
Amo a solidão que as madrugadas me dão,
Desentendido sobre qualquer sentimento,
Não sei o que fazer pra ter sua atenção,
Sei que erro contigo,
E nem sei como ainda fala comigo,
Juro que sempre tentei ser o melhor,
Mas que culpa eu tenho se já nasci o pior?
Por eu me afasto e tento mudar,
Pra algum dia eu te ver e te mostrar,
Que o pior dos vivos ainda pode se transmutar,
Transformado, fusão de homem e vida,
Nascendo o homem vivido,
Que veio do homem sentido,
Escrevendo palavras sem sentido,
Que nunca estarão em nenhum livro,
Sem bula e prescrição,
Doses de horror e dose de dor,
Alívio diário na vida que é meu sanitário,
Onde ponho minhas merdas e meus problemas,
E logo após fujo,
Porque acredito ter visto um atroz,
Atrás de mim, só o escuro de mim mesmo,
E disso que tenho medo,
E disso que fujo,
E por isso me afasto,
Pra não te amedrontar,
Prefiro eu mesmo partir,
Do que você se partir e nunca mais amar.
"Mais frio que Milão"
Carimbado, num lugar distante e frio,
Olho pra baixo e vejo meu peito vazio,
Ainda assim cego com ilusões do passado,
Bato no chão pensando na realidade,
Me agarro as palavras,
Pois são tudo que me resta nessa cidade,
Pessoas que fingem o olhar,
Animais que não param de olhar,
Todos no mundo identificam a dor,
Difícil é parar pra ajudar,
Desse mundo só o que permanece é o horror,
A lei da vida diz, "guarde rancor",
Quase todos a obedecem,
Mas existem alguns transgressores,
Que da lei só levaram o "guarde",
Onde guardam a todos, e guardam a tudo,
Esperando o dia de poder vender,
Aguardando um dia a retribuição do mundo,
Fico tristes por eles por saber que o mundo é caloteiro,
Só paga em moedas e abaixo da inflação,
Transgressores marginais merecem um milhão,
Ninguém sabe onde é essa cidade,
Poderia até mesmo ser Milão,
Mas quem dera ela fosse tão pequena,
Quase do tamanho do buraco em meu peito,
A maldita terra toda,
Sempre tão bruta e xula,
Por isso que amo ser marginal do mundo,
Sendo tratado como errado por quem é imundo,
Acredito estar no caminho certo,
Pra saída desse buraco sem fundo.
"Minha composição"
Mares acendem minha dores,
Montanhas acendem meus amores,
Águas molham minha alma velha,
Ventos secam minha alma velha,
Todos elementos participam de mim,
Porque sou completo e humano,
E sem tudo isso não seria nada,
Não existiria um eu pra ti falar que "Sim",
Sim, nós erramos,
Mas não, não estamos perdidos,
O caminho real é o que machuca,
Sem a dor não aprendemos de quem é a culpa,
Tudo aqui se une para me ensinar lições,
Desde como segurar talheres até derrubar leões,
Humano demasiado humano, eu cheio de emoções,
Sempre me emociono olhando minhas cicatrizes,
Não por lembrar da dor,
Look other side of the door,
Se eu não conseguir evoluir morro,
Mesmo evoluindo morro,
Por isso no meu grande caminho eu corro,
Pra chegar a tempo de dizer palavras bonitas,
Chegando domingo pra tomar birita,
Por favor que seja a mais barata,
Para sorrir de tudo com quem amo,
Dando uma chance até a qualquer barata,
Caminhe no seu caminho,
Pequeno ser no vasto mundo,
Ela assim como eu merece uma chance,
Mas verdadeira e única que algum humano imundo,
Talvez alguém me olhe de cima e me ache asqueroso,
Aspira para as dores que irei causar então,
Inseto no mundo e rei no coração.
Aguardo palavras que sempre disse,
Amo a solidão que as madrugadas me dão,
Desentendido sobre qualquer sentimento,
Não sei o que fazer pra ter sua atenção,
Sei que erro contigo,
E nem sei como ainda fala comigo,
Juro que sempre tentei ser o melhor,
Mas que culpa eu tenho se já nasci o pior?
Por eu me afasto e tento mudar,
Pra algum dia eu te ver e te mostrar,
Que o pior dos vivos ainda pode se transmutar,
Transformado, fusão de homem e vida,
Nascendo o homem vivido,
Que veio do homem sentido,
Escrevendo palavras sem sentido,
Que nunca estarão em nenhum livro,
Sem bula e prescrição,
Doses de horror e dose de dor,
Alívio diário na vida que é meu sanitário,
Onde ponho minhas merdas e meus problemas,
E logo após fujo,
Porque acredito ter visto um atroz,
Atrás de mim, só o escuro de mim mesmo,
E disso que tenho medo,
E disso que fujo,
E por isso me afasto,
Pra não te amedrontar,
Prefiro eu mesmo partir,
Do que você se partir e nunca mais amar.
"Mais frio que Milão"
Carimbado, num lugar distante e frio,
Olho pra baixo e vejo meu peito vazio,
Ainda assim cego com ilusões do passado,
Bato no chão pensando na realidade,
Me agarro as palavras,
Pois são tudo que me resta nessa cidade,
Pessoas que fingem o olhar,
Animais que não param de olhar,
Todos no mundo identificam a dor,
Difícil é parar pra ajudar,
Desse mundo só o que permanece é o horror,
A lei da vida diz, "guarde rancor",
Quase todos a obedecem,
Mas existem alguns transgressores,
Que da lei só levaram o "guarde",
Onde guardam a todos, e guardam a tudo,
Esperando o dia de poder vender,
Aguardando um dia a retribuição do mundo,
Fico tristes por eles por saber que o mundo é caloteiro,
Só paga em moedas e abaixo da inflação,
Transgressores marginais merecem um milhão,
Ninguém sabe onde é essa cidade,
Poderia até mesmo ser Milão,
Mas quem dera ela fosse tão pequena,
Quase do tamanho do buraco em meu peito,
A maldita terra toda,
Sempre tão bruta e xula,
Por isso que amo ser marginal do mundo,
Sendo tratado como errado por quem é imundo,
Acredito estar no caminho certo,
Pra saída desse buraco sem fundo.
"Minha composição"
Mares acendem minha dores,
Montanhas acendem meus amores,
Águas molham minha alma velha,
Ventos secam minha alma velha,
Todos elementos participam de mim,
Porque sou completo e humano,
E sem tudo isso não seria nada,
Não existiria um eu pra ti falar que "Sim",
Sim, nós erramos,
Mas não, não estamos perdidos,
O caminho real é o que machuca,
Sem a dor não aprendemos de quem é a culpa,
Tudo aqui se une para me ensinar lições,
Desde como segurar talheres até derrubar leões,
Humano demasiado humano, eu cheio de emoções,
Sempre me emociono olhando minhas cicatrizes,
Não por lembrar da dor,
Look other side of the door,
Se eu não conseguir evoluir morro,
Mesmo evoluindo morro,
Por isso no meu grande caminho eu corro,
Pra chegar a tempo de dizer palavras bonitas,
Chegando domingo pra tomar birita,
Por favor que seja a mais barata,
Para sorrir de tudo com quem amo,
Dando uma chance até a qualquer barata,
Caminhe no seu caminho,
Pequeno ser no vasto mundo,
Ela assim como eu merece uma chance,
Mas verdadeira e única que algum humano imundo,
Talvez alguém me olhe de cima e me ache asqueroso,
Aspira para as dores que irei causar então,
Inseto no mundo e rei no coração.
domingo, 21 de janeiro de 2018
A morte de quem perdi.
Calos nas minhas mãos provam o quanto é sensível meu coração,
Abraço calado e feliz naqueles que seguram minha mão,
Tentei por muito tempo decifrar o universo,
Mas nunca entendi teorias da física,
Nem sobre a teoria da poesia, mas nas linhas eu verso,
E sempre tem algo na minha cabeça pedindo pra eu escrever,
Como aquela vontade gigante que sempre tenho de te rever,
Rever meu reflexo convexo e meu olhar triste,
Sempre magoado com coisas que eu criei desnecessariamente,
Agarrado com um passado ruim pra ser eu mesmo,
Lembrando das olheiras gigantes que eu descansava ali dentro,
Da os olhos de lobo dragão, que tinha asas e mãos,
Ainda assim como Lúcifer era a mais bela e má,
E como minhas mãos tenho o coração com calos,
Que tentam me calar, e fazer o futuro me matar,
Mas se hoje eu vivo é por quase ter morrido por você,
Ou talvez eu esteja morto por dentro,
E todas essas palavras estão apenas saindo da dor restante,
Assistindo a degradação do mundo longe de ti,
Sem saber onde você está ou se morreu ou se conseguiu ser feliz,
Morra junto com meu ódio e amor teus,
Morra pra mim como pra ti eu morri.
Abraço calado e feliz naqueles que seguram minha mão,
Tentei por muito tempo decifrar o universo,
Mas nunca entendi teorias da física,
Nem sobre a teoria da poesia, mas nas linhas eu verso,
E sempre tem algo na minha cabeça pedindo pra eu escrever,
Como aquela vontade gigante que sempre tenho de te rever,
Rever meu reflexo convexo e meu olhar triste,
Sempre magoado com coisas que eu criei desnecessariamente,
Agarrado com um passado ruim pra ser eu mesmo,
Lembrando das olheiras gigantes que eu descansava ali dentro,
Da os olhos de lobo dragão, que tinha asas e mãos,
Ainda assim como Lúcifer era a mais bela e má,
E como minhas mãos tenho o coração com calos,
Que tentam me calar, e fazer o futuro me matar,
Mas se hoje eu vivo é por quase ter morrido por você,
Ou talvez eu esteja morto por dentro,
E todas essas palavras estão apenas saindo da dor restante,
Assistindo a degradação do mundo longe de ti,
Sem saber onde você está ou se morreu ou se conseguiu ser feliz,
Morra junto com meu ódio e amor teus,
Morra pra mim como pra ti eu morri.
Grito falho depois de tempos.
Coisas difíceis pra pessoas pequenas,
Singelas e cheias de desejos,
Criam almas que anseiam em ser humanas,
E que nós mesmos não controlamos,
Se parar pra pensar,
Todo humano é criado por humano,
Então não seriamos nós "Deus"?
Vale a pena pensar,
Preciso me lembrar da dor que senti,
Só assim entedo os que me cercam,
Só assim posso me cercar pra não sentir dores,
Pedi pra ver o futuro e fiquei cego,
Porque o futuro é nada,
E o passado é tudo,
Fazemos mágica com o tempo que flui e suga as vontades,
Mordendo a gargante dos sonhadores,
Levando embora o amor e as dores,
Casado com um andarilho nobre,
Que entende fabulas como dogmas,
Comenta sobre entorpecentes,
Apenas pra liberar mentes,
Esperando atingir metas,
Antes que me matem,
E eu me torne mártir de um mundo sem lutadores,
Afinal, a dor cria tudo e destrói tudo,
Vale a pena regridir para a criação no fim de tudo,
E sempre grito no meu quarto as palavras pra pessoas que me acham mudo,
Porque não mudo e me omito,
Pra sempre tentar parecer feliz eu minto,
Se amanhã eu cair não sei se vou chorar,
Mas hoje sobre essas coisas tenho que planejar,
Pra poder prossegir e novamente depois de cair caminhar,
E não sobre dois pés,
Mas tropeçar nos meus vícios e nas minhas neuroses,
Que sempre são seguidas de tragos ou doses,
Com a famosa neura e o medo de morrer de overdose,
Preciso mudar antes que morra tentando sobreviver,
Preciso ser eu mesmo até pra quem nem vai me conhecer.
Singelas e cheias de desejos,
Criam almas que anseiam em ser humanas,
E que nós mesmos não controlamos,
Se parar pra pensar,
Todo humano é criado por humano,
Então não seriamos nós "Deus"?
Vale a pena pensar,
Preciso me lembrar da dor que senti,
Só assim entedo os que me cercam,
Só assim posso me cercar pra não sentir dores,
Pedi pra ver o futuro e fiquei cego,
Porque o futuro é nada,
E o passado é tudo,
Fazemos mágica com o tempo que flui e suga as vontades,
Mordendo a gargante dos sonhadores,
Levando embora o amor e as dores,
Casado com um andarilho nobre,
Que entende fabulas como dogmas,
Comenta sobre entorpecentes,
Apenas pra liberar mentes,
Esperando atingir metas,
Antes que me matem,
E eu me torne mártir de um mundo sem lutadores,
Afinal, a dor cria tudo e destrói tudo,
Vale a pena regridir para a criação no fim de tudo,
E sempre grito no meu quarto as palavras pra pessoas que me acham mudo,
Porque não mudo e me omito,
Pra sempre tentar parecer feliz eu minto,
Se amanhã eu cair não sei se vou chorar,
Mas hoje sobre essas coisas tenho que planejar,
Pra poder prossegir e novamente depois de cair caminhar,
E não sobre dois pés,
Mas tropeçar nos meus vícios e nas minhas neuroses,
Que sempre são seguidas de tragos ou doses,
Com a famosa neura e o medo de morrer de overdose,
Preciso mudar antes que morra tentando sobreviver,
Preciso ser eu mesmo até pra quem nem vai me conhecer.
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