terça-feira, 26 de setembro de 2017

Espelho mental.

Sedento por momentos de alienação,
Minha racionalidade me permite reflexão,
Reflexão me cansa, por perceber um mundo inteiro sem ardor,
Nem sou espelho e me quebrei, 7 anos de amor
Com a ignorância sinto-me aliviado,
Como pássaro em um jardim calado,
Que voa com brisa, que busca pela brisa,
Viver por viver, talvez não necessário,
Aproveitando ao máximo tudo que utiliza,
Em prol de uma visão que considera certa,
Faz de tudo pela sua vontade,
E provavelmente sou mais um sobrando,
Fruto dessa podre realidade,
Que me acerta no peito,
Com tapas, com gritos, com as mãos no meu bolso,
Com a mão na minha cara, poderia ser pior,
Talvez se eu reclamar apareça na vala,
Valho mais que isso, 
Sou filho do mundo não de patrícios,
Não participo do seu circo,
Panem et circenses, 
Pena desses ciclos, revolta, gritos,
Memórias passam e eles voltam, todos votam,
Quem me derá realmente ser pássaro em jardim,
Desse modo meu trabalho não seria de ninguém além de mim,
De volta de onde vim, de volta as florestas de Jasmim,
Quem será eu? Quem será vós?
Qual voz ecoa aqui dentro além de mim?
Serás vós a própria voz?
Ou ecoas um pensamento relativisado por um "nós"?
Nem tentei e refleti, novamente me dói,
Cachorro que não larga o osso mas também não roí.

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Pressão de escrever ao pensar sobre você.

   Hoje me senti abandonado por meu amor, me senti pressionado contra o tempo, tentando gritar com ele, tentando fazer com que ele voltasse ou passasse, só não queria realmente viver nesse tempo. Não queria esse tempo atual, queria voltar a época onde eu morreria de gripe aos 7 anos, e poderia viver na mata pelado, ou voltar pro tempo que você estava do meu lado e eu podia sentir o toque da sua mão. Queria viver em um futuro onde eu poderia viver 130 anos e com a tecnologia de teletransporte pra poder viajar pras Bahamas, ou viver em um futuro onde eu poderia acordar todos os dias e ver seu rosto que é a coisa mais linda que já vi, e escutar o som da nossa família ao tomar café da manha. No fim eu só queria as opções que contém você, as outras foram apenas pra te mostrar que mesmo com outras vidas em outras épocas, eu ainda amaria você, eu ainda escolheria você, eu ainda desejaria ser escolhido por você.

"Pérola rachada"
Sai de minha concha tentando encontrar o ar,
Salino e pesado, para preencher meus pulmões,
Olhei ao meu redor tentando me recordar,
Não vi nada, nem mesmo a aguá,
Só o vento que sozinho, entoava canções,
Olhando para mim desconsiderei o tempo,
O céu é meu tempo, não como o clima, que é leve,
Torço que me leve, me eleve,
A pérola rachada existe?
Ou será que não me tornei pérola? 
Eu, só areia, olhando a sereia,
Ela se afasta falando que se aproxima,
Ela magoa falando que mima,
E eu ainda areia, aceito,
Me deito, e dali, do chão,
Reflito a luz do sol e meus pensamentos,
Me direi pérola, quem dirá que não?
Minha consciência volta, e me prende ao chão.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Ser quem sou.

Sentimentos moldam meu ser,
Até eu não saber mais quem sou,
E os dentes afiados do mundo devoram a essênsia,
I grieve in delivering my soul,
Dentes afiados como os espadachins da névoa,
Num mundo educado como os ninjas da névoa,
Retirando pensamentos e emoções,
Até se tornarem apenas bocas cheias de dentes na névoa,
Comprimo minhas palavras para expandir sua mente,
Tomo comprimidos para expandir minha mente,
E de repente, nada é útil,
Todo o progresso do mundo me parece mais que fútil,
Será dito, "era da tecnologia",
Onde só se observava e nenhum ser agia,
Mas não posso considerar meus pensamentos reais,
Quem dera se fosse assim esse mundo ja estaria em paz,
Deleite da dor é a própria existência, 
A dor alimenta a dor, não dê espaço para sua remanescência,
Meus versos são palavras de um ser intraquilo,
Que as noites usa droga pra aliviar os pensamentos,
Que os dias pensa nas noite,
Vejo que nada alivía, é a rotina, mais um dia,
O único capaz romper o ciclo já foi-se,
Pelas mãos do homem com a foice,
Foice não, pistola,
Lembro das suas histórias dos dias que ia jogar bola,
Saudades do meu amigos mascarado,
Com você podia ser kunk ou prensado,
Não importava estavamos lá, lado a lado,
E mesmo quando não suportavamos a cara, 
Cara a cara não tinha espaço pra real decepção,
Decepcionado por ver como as pessoas esquecem rápido,
Não da morte, mas sim de sua vida,
Eu estou aqui, erguido, tentando ser feliz,
Colocando o dedo na ferida,
Meu amigo eu só espero, ser metade da sua mascara,
Até mais meu companheiro dessa vida sofrida.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Matinal session.

Perdendo a companhia dos meus amigos humanos,
Me senti andando mais próximo de demônios,
Talvez essa seja a sequela deixada pelos danos,
Dono de mim e fazendo a escolha errada mais certa,
Sempre assumi minha culpa, nunca a coloquei em hormônios,
Olhei pro espelho não vi meu corpo, só uma cabeça aberta,
Meio fio, com um corpo meio frio, num dia feio,
De novo o clima fica pesado e o tempo é quem mais passa fome,
Onde consome tudo, as dores, amores e o homem
Recrumento do exército de humanos estragados,
Covarde das ruas que sempre foge dos seres estragados,
Covarde por ser esperto e por ter sorte de está sempre errado,
Limpo meus olhos pra me sentir cego de maldade,
E não encontro o antigo caminho da verdade,
Vai ver esse é o verdadeiro sentido da minha realidade,
Seguir com palavras até um ponto onde elas sejam inúteis,
Como sendo minhas, seremos um, as obras, o autor e a dor,
Seguindo tentando me assimilar a fonte que alivía meu tremor,
E eles são constantes nas constelações dos meu peito,
Onde duvido que você seja uma costela,
Você no caso seria os 6 dias antes de tudo,
E eu a serpernte que estraga tudo,
Cabeças cheias de crack e melado,
Eu me sinto sujo pelos cracks perdidos que se melam nisso,
E desde o início, os seres estão fadados a isso,
Não importa o tempo nem a gravidade,
A gravidade da situação sempre piora,
O que eu posso fazer é jogar um game de Fiora,
Assim vou mantendo minha própria identidade,
Brota na minha mente que tu vai entender o medo do escuro,
Eu sou morador de Berlim pulando muro,
Ostentando significados metáforicos enquanto to duro,
Das pessoas que confio só confio na fiança,
Verdadeira finalidade de uma aliança,
Salva o teu amigo, salve-se quem puder,
Salve-se quem tem pudor, salvem-se de quem ainda tem amor,
Fujam de mim, mas procurem outro lado, porquê já estou ai,
Eu sou prodígio das coisas inutéis,
Andei de bicicleta na primeira vez sem cair,
Subi no teto do centro sem sorrir,
Cai sobre minhas costas e não vejo os rostos das minhas ex's,
O maior peso pra quem é livre,
E eu só peço que tu me livre,
Quero realmente me senti livre,
I don't smoke crack, me baseio em outra filosofia
Minha vida é só um beck por dia,
E olhando pra dentro da ravina enxerguei uma flor que sorria,
Uma com olhos de tubarão tarado,
Esse não sente o cheiro do sangue, talvez do meu sangue,
Ele só observa e me mata sem uma mordida,
Sem nem sair do ponto de partida,
Minha vontade agora é de estar de partida.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Sicário das palavras.

Perdi a conta das vezes que não pude contar as minhas dores,
Nem contar com meus amigos em meio a todas essas dores,
Cada um único como o inseto que devora as flores,
E com a própria essênsia da dor, construi muralhas de amor,
Em meio a gritos de palavras falsas como a própria dor,
Falsas falas para acalmar falsas faces,
Isso parece mais uma frases e não fases,
Minha face nunca foi vista, porquê não tem pudor
E pra mim o que importa é só o momento e a vista, já basta de dor em calor,
Ir além das palavras na atmosfera pra enxerga o formato vida,
E como consequência os macacos homens se tornam homens extraterrestres,
A religião tenta redimir as cabeças e as culturas que cegou,
As famílias e os jovens que não arrebatou, arrebentou,
Segurando relicário, me sinto sicário da verdade,
Quase que sem liberdade, pra mim isso já é mais que vaidade,
Sem respeito e cordialidade, de encontro com o mal da realidade,
Sem apoio pra cabeças as três da tarde,
Sem apoio pra corpo as meia noite, e nem é tão tarde,
Pura estrategia da maldade,
Isso que é liberdade, ser solitário, 
Por vezes me sinto preso nas relações que criei,
Mantendo laços preso por laços,
Enquanto as correntes que me seguravam já não existem, 
E por qual caminho seguir já não sei,
Eu me sinto como um segredo que não é mais secreto,
Saindo das sombras, e sem vontade de aparecer,
Quase que obrigado, iluminado por decreto,
Como se a vontade de escrever sumisse ao momento que eu não sumo,
Em suma me perdi de tudo que acreditava,
Consumi as dores com palavras,
A felicidade não completa é a completa felicidade,
Incompleto só no segundo que não seguro sua mão,
Levanto do mundo sério porquê nunca precisei de ninguém,
E nesse momento tudo que me vem a mente, é novamente, a sua mão,
E sem desdém, sem piada, e sem cuidado,
Tento não duvidar de quem diz está do lado, 
Por onde os maiores perigos chegaram,
Existencia sem essênssia fora da razão,
E não só posso culpar religião,
Posso até culpar um pouco a criação,
Mas a real é que somos responsáveis por nossas emoções,
Só vejo rato de bueiro comendo ração pedrigree,
E cachorro de raça comendo lixo,
Lixo que são os versos dos artistas do século XXI,
E agora já me encontro feliz por ser finalmente o pinto no lixo do século I.

domingo, 3 de setembro de 2017

Fica aqui comigo.

   Sobre o que escrever quando não me sinto a vontade para falar? Hoje eu me encontrei infeliz sobre viver uma vida que sinto ser a errada. O homem que além de controlar suas virtudes controla também sua queda pode ser considerado dono de sua vida? Sinceramente não sei as resposta, mas algo em mim quer me responder para tentar me sentir menos frustrado com a vida. Vida minha que mal pode ser considerada vida, vida que quase não existe, consolidada em bases que parecem se partir a cada 184 dias, e eu sempre depois de construir um templo meu convido uma alma ou várias para entrar no templo. Algumas já viram minhas outras construções e ainda assim não percebem que agora eu sou diferente, que após a queda daquele passado eu me destruí junto, e já não mais eu, apenas a minha consciência vive. E essas almas que vão passando nos meus templos vão retirando tijolos, alguns retiram uma pilastra, outros já aumentam o tamanho dele e assim meu templo atual vai se modificando junto as almas que eu convido a entrar. Até surgir uma, que como sempre vai destruir, e eu exatamente sei que ela vai ser a culpada, e desdo inicio digo para mim mesmo "cuidado, essa alma parece ser a que vai levar embora sua construção e sua empatia momentânea". Mesmo assim, eu a deixo entrar, eu convido a sentar no chão, e olhar pro interior do meu templo, o mais profundo do meu ser, ali, diante da alma. E eu não quero nada em troca de mostrar isso, só espero me manter em pé, espero que a alma não grite após sair do meu templo sobre a tinta desbotada da parede, ou sobre a falta de mobília que eu gosto, ou simplesmente que a alma não faça meu templo cair por terra. 
  Hoje as bases desse templo foram destruídas, por mim, insatisfeito comigo, com meus sentimentos, e pela primeira vez, a alma que eu pensei que iria destruir meu templo ficou presa sobre os seus escombros. E tudo isso planejado por mim, friamente explodi minha construção, esperando que com isso eu conseguisse fazer surgir um novo templo, uma nova morada, onde eu dessa vez, me vejo perdido por puro egoísmo, peço desculpa a linda alma que talvez eu nunca consiga sua confiança para entrar no meu novo templo, mas eu espero por isso. Algum dia espero que meu amor ainda que imperfeito e fatídico como esse texto te mostre que não quis te magoar, nem me magoar, mas o mundo não liga para o que eu quero. Me vejo usando expressões para justificar minhas ações, mas não são literalmente expressões, minhas afirmações são meus sentimentos declarados em papel, então...Fica aqui comigo.