quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Ser quem sou.

Sentimentos moldam meu ser,
Até eu não saber mais quem sou,
E os dentes afiados do mundo devoram a essênsia,
I grieve in delivering my soul,
Dentes afiados como os espadachins da névoa,
Num mundo educado como os ninjas da névoa,
Retirando pensamentos e emoções,
Até se tornarem apenas bocas cheias de dentes na névoa,
Comprimo minhas palavras para expandir sua mente,
Tomo comprimidos para expandir minha mente,
E de repente, nada é útil,
Todo o progresso do mundo me parece mais que fútil,
Será dito, "era da tecnologia",
Onde só se observava e nenhum ser agia,
Mas não posso considerar meus pensamentos reais,
Quem dera se fosse assim esse mundo ja estaria em paz,
Deleite da dor é a própria existência, 
A dor alimenta a dor, não dê espaço para sua remanescência,
Meus versos são palavras de um ser intraquilo,
Que as noites usa droga pra aliviar os pensamentos,
Que os dias pensa nas noite,
Vejo que nada alivía, é a rotina, mais um dia,
O único capaz romper o ciclo já foi-se,
Pelas mãos do homem com a foice,
Foice não, pistola,
Lembro das suas histórias dos dias que ia jogar bola,
Saudades do meu amigos mascarado,
Com você podia ser kunk ou prensado,
Não importava estavamos lá, lado a lado,
E mesmo quando não suportavamos a cara, 
Cara a cara não tinha espaço pra real decepção,
Decepcionado por ver como as pessoas esquecem rápido,
Não da morte, mas sim de sua vida,
Eu estou aqui, erguido, tentando ser feliz,
Colocando o dedo na ferida,
Meu amigo eu só espero, ser metade da sua mascara,
Até mais meu companheiro dessa vida sofrida.

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