Sedento por momentos de alienação,
Minha racionalidade me permite reflexão,
Reflexão me cansa, por perceber um mundo inteiro sem ardor,
Nem sou espelho e me quebrei, 7 anos de amor
Com a ignorância sinto-me aliviado,
Como pássaro em um jardim calado,
Que voa com brisa, que busca pela brisa,
Viver por viver, talvez não necessário,
Aproveitando ao máximo tudo que utiliza,
Em prol de uma visão que considera certa,
Faz de tudo pela sua vontade,
E provavelmente sou mais um sobrando,
Fruto dessa podre realidade,
Que me acerta no peito,
Com tapas, com gritos, com as mãos no meu bolso,
Com a mão na minha cara, poderia ser pior,
Talvez se eu reclamar apareça na vala,
Valho mais que isso,
Sou filho do mundo não de patrícios,
Não participo do seu circo,
Panem et circenses,
Pena desses ciclos, revolta, gritos,
Memórias passam e eles voltam, todos votam,
Quem me derá realmente ser pássaro em jardim,
Desse modo meu trabalho não seria de ninguém além de mim,
De volta de onde vim, de volta as florestas de Jasmim,
Quem será eu? Quem será vós?
Qual voz ecoa aqui dentro além de mim?
Serás vós a própria voz?
Ou ecoas um pensamento relativisado por um "nós"?
Nem tentei e refleti, novamente me dói,
Cachorro que não larga o osso mas também não roí.
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