segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Maybe a return

   Volta
Tempo de mim,
Tomei meu tempo,
Talvez pensando,
Nem eu sei,
Me afastei,
Me iludi,
Sorri pra ti,
Querendo sorrir,
Verso talvez feliz,
Com certeza sincero,
Ainda espero,
Você, ou melhor a mim,
Que nada quero,
E quero tudo que possa me dar,
Frases aumentam,
Porque quero,
Mas não controlo,
Palavras mentem,
Eu não minto.

   Caminho
Eu venho do suicídio,
Venho da terra,
Sou o sentimento que morreu,
Que você tentou matar afogado,
E reviveu,
Eu nunca morro,
Meu pulso corto,
Demonios evoco,
E não sei porquê volto,
Você me odeia,
Também odeio existir,
Ainda que nem exista verdadeiramente,
Minha prisão é apenas essa mente,
Não me expulse,
Quero viver,
Mesmo que seu coração não pulse.

   Ela mesma
Sentir abraços, choro em teus braços,
Adoro seu cheiro, adoro você,
As vezes escrevo texto em linhas mortas,
As vezes morro nas minhas linhas,
Mas com ela é só o melhor possível,
Oque houve comigo? Não penso mais em suicídio,
Penso em sair com ela e mesmo que seja ruim,
Ainda é o melhor, de mim,
Minha vida é um lixo,
Minhas obras são outro lixo,
Minhas conversas são lixo,
Minha mãe diz que sou um lixo,
Trabalho pra me manter assim,
E ela ainda vê o melhor,
Quem sabe realmente eu não seja o pior.

   Frio
Noite gelada que trás pensamentos ruins,
Talvez eu deva apenas dormir aqui,
Não desejo pensar no que me dá apertos no coração,
O ser humano é racionalmente perturbado com dores,
Dores mentais me provam que minha mente está viva,
Eu tento agir como se ainda tivesse a mesma força,
Ninguém tem, a toda vez se perde, um pedaço fica,
A paz interior não é harmonia, 
É o fim da guerra sangrenta, e metade morta,
Mesmo que haja paz, não há alivio, o peso é ruim,
Volto a dormir e sonho com isso,
Meu eu se aparece atrás de mim, e me arrasta,
Sem chegar em lugar nenhum, talvez seja bom,
Sem fim, nem sei como cheguei ali também,
Me iludo que é normal, aceito o feito.

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