"Meu próprio demônio"
Calor nas costas me avisa uma presença,
Medo de olhar ao redor me consome,
Olhar me medonho que talvez me consuma,
De suma importância esse sentimento ruim,
Assim posso entender que o mundo está além,
Bato meu crânio nos móveis tentando esquecer,
Abro um corte na testa que sentirei vergonha amanhã,
Sempre que faço isso não posso mais esconder,
Que sou uma péssima pessoa, apenas para mim,
Nunca terei propriamente cuidado.
"Minha alma gêmea"
Juntos lembramos do que passamos juntos,
As dores, as flores, os amores, os horrores,
Toda minha vida sempre foi ao seu lado,
Queria me lembrar de estar em paz além de você,
Sinto que morreria sozinho,
Por isso nunca consigo te dizer adeus,
Nunca irei embora, nunca te deixarei ir embora,
Fonte da minha inspiração,
Fonte dos meus surtos,
Sentimentos mudam demais em você,
Prefiro manter o controle de nós,
Pois sempre você surge pedindo uma parte de mim,
Levando-a ri, pois sabe que não posso negar,
Choro sempre que penso em você pois dividimos o mesmo lar,
Mesmo sendo almas diferentes,
O corpo igual nos uniu,
Realmente peço desculpas por te obrigar a continuar,
Existir doí, e eu sempre te obriguei a isso,
Sustentando minhas dores por mim,
Guardou tudo para você,
Eu agradeço a meu "eu oculto",
Queria você ao meu lado literalmente,
Para sorrir na sua frente,
Agradecer pelas fugas e o convidar para vir comigo na próxima,
Criemos um novo "eu",
O fruto de nós dois, filho de personalidades,
Um ego entendido e controlador,
Pois somente ele (talvez) possa aguentar toda dor.
"Perguntas inúteis"
Sangue ou suor no meu rosto?
Não tenho interesse em saber,
Pois meu coração dói demais,
Me puxa para baixo,
E me mexo junto as notas do baixo,
A vida é realmente isto?
Passageira, com dores, sentimentos e insuficiência?
Talvez seja por isso que eu acredito na ciência,
Nenhum Deus seria tão ruim ao ponto de me por aqui,
Quem diz que me ama e me faz querer autodestruir ?
Não vejo sentido em descobrir as resposta,
Pois minha visão periférica é mais interessante,
Vultos de mim mesmo de ambos os lados,
Realmente eu sou a solução e o problema,
Tenho a chave do que me algema,
Algoz e presa, réu e quem condena, lama e chuva.
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