domingo, 29 de outubro de 2017

Subzero da alma/lama.

Lixo anormal me sinto mais do que mal,
Próprio animal sem sentido moral,
Ajo como se o mal do mundo fosse normal, 
Mas espero que um dia me livre de tudo que é mau,
Sentido ressentido, em conflito me encontro contigo meu amigo,
Intranquilo, não cometa os mesmos erros ao criar os seus filhos,
Pobre anormal fingindo que tudo é normal,
Irreal, mas não valho um real, sem final no final,
Só o que importa é a sua quantia em real,
Jogado no fundo do mundo peço que me escutem,
Vou flutuando enquanto tremo me tremo,
E temo o mundo pequeno que me joga de encontro com antigas fossas,
Forço minha imaginação para encontrar paz no mundo perdido,
Quase mundo cão, mas é apenas o mundo invertido,
Me aproveito das artes das paredes, mundo de pixação,
Ex-cego por cristais irreais, que aprendi desde cedo com meus pais,
Mas no fundo nunca acreditei em satanás,
Tento seguir sempre em frente pois tudo é avanço pra minha mente,
Melhor do que andar pra trás, 
Medo do absoluto, zero absoluto,
Nessa vida tudo tem tributo de tudo, de alma, de karma, de arma,
Foi uma armação, mais um filho pródigo num mundo sem ação,
Subzero só no video game,
Na vida game há quem teme, tem quem treme, e há quem geme,
Prefiro ser o que germina, nesse momento tudo que acredito já uma mina,
Prestes a explodir, prestes a sumir,
Mas pra isso eu presto, então não me prostos ao ínutil,
Explosão na minha cara não para, nem a bala, nem a vala,
Porque valho mais do que isso sem saber o real valor do amor,
Impossível de se medir como uma dor,
Literatura dura, polícia mete a dura,
Não faço nada com medo do ferro na cintura,
Quem apura se esses fardados não são lixos guardado?
Não sei, mas não posso mais resistir calado,
Peço sua ajuda, seja meu aliado,
O mundo já é forte demais e ele não está do nosso lado.

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