segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Viver poesia.

Rubros de raiva rugem pra mim,
Leões que não mordem querendo meu fim,
Penso o quanto a lógica deles não me agrada,
Seguindo a lógica deles só vejo como tudo se degrada, 
E a cada degrau que desço mais longe fico da luz no fim do túnel,
Porque essa é a escada para o fundo do poço seu moço,
De nada adianta me falar mentira,
De nada adianta me ameaçar com sua ira,
Irá eu mudar por isso? 
Não sei de muita coisa, mas não gosto disso,
Amanhã às 3:33 perguntarei aos espíritos dos pensamentos,
De que eu tenho fome, por que estou sedento?
Irônico, da liberdade mais um detento,
Detido, parado, no mato encontrado, abusado, do mundo o pobre, o ser sem ser falado,
Respiro poesia pra tentar ter um pouco de vida no meu dia, 
Mas valia, mil reais na mão ou mil sorrisos num dia? 
A resposta certa é fácil, mas sempre que perguntei, hesitavam, parecia que ninguém sabia,
Mas eu sabia, o próprio ninguém, 
Que do mundo igual você é mais um refém, que não se detém, e odeia o desdém dos que tem muito dinheiro e ainda assim nada têm, 
As solas dos meus sapatos são gastas por trilhar em qualquer lugar,
Por amar quem se merece amar, por chorar como se deve chorar, por se desgastar dentro e fora do lar, mas ainda respiro,
Pauso, penso e paro, eu, o quase mudo, ainda tenho muito a falar,
Quasimoto nos fones, e quase morto na rua,
Quem não toma cuidado acaba caindo em alguma falcatrua, 
Porque acredito no mundo e sei que ele é mau,
Pois eu também sou, mas respiro vida, poesia, 
A minha felicidade imortal, o que é a vida no meu dia-a-dia.

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